quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Midori de Konoha

Apesar de não ser o maior entusiasta de Naruto, eu joguei um pbem ha alguns anos (http://rpgnaruto.multiply.com - Corram que o Multiply vai acabar). Como sempre, adoro meus personagens e trabalhei meu pequeno Yuuhi Midori.

Não me limitei à ficha e à interpretação... Escrevi uma série de contos sobre os hiatos das partidas. Também tive um longo arco estrelado unicamente pelos pais do ninja gago.

Um dos vilões que eu "não matei" teve seu próprio arco de histórias. Fujiama da Vila da Areia. Após a derrota para Inagami & Renai, foi colocado como tutor de um jovem com uma técnica misteriosa e cobiçada... E terá sua chance para desforra.

Eu salvei meu material antes que o Multiply destrua o blog. Desde ilustrações minhas, vetores do Fábrica de Heróis, e claro os contos. Ressalto que algumas das técnicas de Midori foram ilustradas. Tudo está no Dropbox.

Comentem!



terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Quarto Assombrado

O Capitão Afrânio Gusmão já havia visto horrores de sua profissão, em ambos os lados da lei. Mas nada como o cômodo da sua nova casa.

Era um estúdio do antigo morador, um colega que ele matou...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O MDM e o Alborgeti lavaram minha alma!


Este sábado foi niver de um colega nosso, que foi narrador na época de “Legends of the 5 Rings”, e seu player era do clã escorpião. Decidi fazer uma homenagem ao dia com uma camiseta plotada... Já havia feito isso antes.

BAYUSHI
Decidi por algo mais simples, ante sugestão dos amigos. Seria apenas o mon (símbolo minimalista) do clã e os dizeres “Bayushi”, a família que ele era alinhado. O mon era um círculo, com um escorpião esculpido: O nome deveria vir em baixo, em uma fonte similar à do traço. Tinha até o desenho esquemático da camisa... Não tinha como errar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Código Gangnam style

O Rapper Psy conquistou o mundo com sua música e um clip inusitado. Com direito a paródias (incluindo "Despedida de Solteiro" do Latrino). No clip Psy, baixo e gordinho, desfila com modelos em clubes e haras em uma dança ridícula mas cativante. Passagens como um túnel “nevando” confetes grudentos e encera-se revelando que ele cantava tudo de uma privada.

 Com sua aparição no SNL e em Ellen (inclusive ensinando a diva pop Britney Spears a fazer a "dança do cavalo maluco"), decidi desvendar a mensagem por trás de "Oppa Gangnam style".

 Primeiro, não sei coreano, mas estava certo que facilmente conseguiria a letra e sua tradução para um idioma que eu dominasse. Mas o que me intrigou foi o "Gangnam". O que diabo viria a ser isso?

 Trata-se de um distrito da capital sul-coreana Seul. Literalmente "abaixo do rio" (o rio Ham), era um grande aterro até o começo dos anos 2000. Um projeto urbanístico e uma manobra de especulação tornou aquela área a mais rica de Seul, com moradores ficando ricos da noite para o dia. Com isso, as melhores clínicas de cirurgia plástica, academias e escolas migraram para lá, a despeito do resto da capital.

 Tanto a facção mais humilde (dos desprovidos daquelas facilidades deslumbrantes) quanto os "velhos ricos" do centro (antigos senhores da cultura e do capital) torcem o nariz para aquela jovem e vaidosa área, que acabou tendo nos jovens ricos e belos (com plásticas e personal trainers) uma figura de representação. Temos similaridades com bairros assim nas nossas cidades.

 Psy é gordinho e dança de forma engraçada. Corrigindo Britney Spears quando ela perguntou se seu salto plataforma não atrapalharia a aula de dança ao vivo, ele disse que prefere assim. "O melhor é estar elegante e dançando brega".

 Acho hilário que a América idolatre "Gangnam style". Nossa história (no mundo ocidental) era centrada na glória de Roma, na Idade Média e cruzadas. A Revolução Industrial e o Iluminismo. O Velho Continente dominou o mundo por séculos, e de repente um aterro entre a Europa e as índias tomou para si o eixo da história, cultura e economia. A América, mais especificamente os Estados Unidos, tornaram-se a potência econômica e militar que "guiou o mundo" no final do século passado. Os menos desenvolvidos olham com cobiça aquela vida "elloy" de celebridades plastificadas, fortunas vultosas, astros de cinema, etc. O Velho Mundo, como os arrogantes moradores do centro de Seul, torcem o nariz para esses menos-cultos-mas-mais-bem-sucedidos novatos do esquema global.

 Os Estados Unidos é uma paródia de Gangnam. Psy aponta sua breguice com trechos de seu extrovertido clip e sua própria figura destoante. Mas americano ri sem entender a piada. Acha que é só um "chinês" divertido.

Ah, e a letra: Não a tradicional letra dos rappers que cantam vantagem e contam "poposudas" que faturou. Passa uma mensagem positiva até... Mas vocês podem ir ao Google pesquisar por si só, não podem?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Flagelo de Vorbyx





http://flagelodevorbyx.blogspot.com.br/

Nova desventura RPGística. Meu personagem na atual campanha de RPG ambientada em Faerum (Forgottem Realms) e suas cartas a um fictício Mestre Castelão de sua cidade-estado de origem. Em breve, o Forte das Armas pronto para ser usado em seus cenários!

  • Acompanhe Tholen da Torre do Martelo em suas andanças pelo Mar da Lua e a Terra dos Vales, em Faerum.
  • Conheça o Forte das Armas, sua fortaleza natal

  • E não leve para o pessoal. Ele tem Carisma 6...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Homem-aranha: Com grandes canastrices...

O filme do Homem-aranha dividiu opiniões. Alguns gostaram, outros não. Alguns tinham realmente uma opinião baseada nos furos de roteiro, inconsistência dos etos, ou se sentiam incomodado com as inúmeras pontas soltas ou que o "amigão da vizinhança" tenha se rendido ao "dark". Mas o talento do Garfield, da Ema Stone, e de Martin Sheen passavam credibilidade e identificação. Argumentos em ambas as trincheiras são muitos
 Mas há aqueles que não gostaram do filme por uma frase
 Mais precisamente: pela AUSÊNCIA de uma frase.

"Com Grandes Poderes, vem Grandes Responsabilidades".

 A Marca registrada da franquia, embora não tenha sido dita no berço do herói nos '70. Mas sejamos francos: não é uma frase fácil!

 O contexto: Peter Parker, adolescente nerd introvertido se descobre possuidor de poderes que o levariam à categoria de super-herói. Mas seu primeiro ato é bater em seu eterno bully Eugene "Flash" Thompson. Isso leva o lendário one-liner Tio Ben para a escola, questionar o Peter por se envolver em brigas. E nessa, ele dispara: "Com Grandes Poderes..."

 Quem usa a palavra "poderes" em um sermão? Talvez o pai do Super-homem, que é um super cientista de Krypton prestes a lançar seu único filho às estrelas para alcançar um planeta primitivo cujo sol amarelo lhe daria ... Grandes Poderes...

 Mas o Tio Ben?

Um senhorzinho com restrições econômicas que nem engravidar a pobre da tia May em 90 anos de casados? Ele nem sabia que o Peter fazia supino com pesos maiores que um saco de farinha! Ele tava lendo um Gibi e ainda estava desbaratinando da leitura?

Na franquia anterior, eles deram uma forçadinha. O discurso do Tio Ben (na época Cliff Robertson, o presidente de "Fuga de Los Angeles") foi "só porque você PODE bater, não quer dizer que DEVE bater... porque com Grandes poderes..."

Não soou forçado, não? "ele não pode, porque quando pode, deve ser responsável".

Mas no original, é "Can" indo a "powers". Este é um raro caso em que na tradução fica melhor que no original. Só se repetiria se a frase fosse: "Whith Greate CANS..."

Na verdade, estava curioso como iriam se sair desta. Eu até imaginei no filme da minha cabeça antes de ver o resultado final:

Cena: Tio Ben, feliz e faceiro, na mesa de café. Tia May no background lavando uma panela. Tio Ben traz uma tigela de cereais em frente a si, reforçando um pouco mais de leite.

- May, este novo cereal é supimpa! - fala o velho. - Deixa eu ver a marca.

Tio Ben pega a caixa e lê em voz altas, mas a plateia que sabe ler consegue ver também: "Grandes Poderes".

Intrigado, Tio Ben gira a caixa e lê algo no verso. Desta vez a fonte é pequena demais para nós - na audiência - seguirmos... Mas o solícito e oportuno personagem continua:

- Omessa, May! Ele vem com um brinde dentro? Qual será?

Ele mergulha parte do antebraço e procura alguns momentos. E enfim, tira uma sacolinha pequena de plástico com a prenda: Um trol com a camisa escrita - e novamente lida em voz alta pelo Martin Sheen:

- "Grandes responsabilidades"?!? Peter, meu garoto... Venha ver isto!

E o resto, é história.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

New York, '97


Achei essa foto histórica se enchendo de bolor. Procurei resguarda-la para a posteridade.

A família foi a Nova Yorque em julho de 97. Na época, o World trade Center era o maior prédio do mundo oficialmente. Mas nosso hotel era próximo a outro marco histórico: o Empire State Building.

Por motivos de proximidades, fomos ao Empire State primeiro. Esses arranha-céus são impressionantes. Para o pessoal de Ará ter uma noção: os prédios pequeninos aí na base do prédio são todos entre 35 e 40 andares... Maiores que o Maria Feliciana.

Uma vez passado por esse, eu e meus irmãos queríamos ir ao nº 1. Ao WTC. E isso décadas antes do Foursquare. E no caminho da Estátua da Liberdade, passamos bem à frente dele, literalmente na porta.

D. Sirlane, minha progenitora, pensando na economia de um ticket e que "quem viu um, viu todos". Claro que nós insistimos. Era uma oportunidade única. Daí, ela soltou a pérola:

- Da próxima vez que vocês vierem a Nova Yorque, vocês sobem.

Todos sabem o que aconteceu em 11 de Setembro de 2001...

Moral da História: Não perca oportunidades.

terça-feira, 22 de maio de 2012

¡Tequila!

Comemorei meu aniversário num restaurante mexicano E em nome da comemoração,
ganhei do estabelecimento um Tequila Shot


Para quem não conhece:
Recebe-se um pires com sal, uma rodela de limão, e um copo de Tequila. Você deve, nesta ordem: Cheirar o sal, virar de vez a
tequila na calça, e pingar o limão no olho.

...

Não, não é verdade. Mas aqueles que só lêem pedaços de meu texto terão uma surpresa divertida quando forem tomar o Shot.

...

Na verdade, lambe-se o sal, e rapidamente vira a Tequila (para dentro... E pela boca, engolindo-a! Não engula o copo) e enfim, morde o limão.

Eu não sou beberrão nem mesmo especialista nisso, mas observei aqueles ousados malabaristas de itens de cozinha. Imagino que essa tradição foi desenvolvida por solteirões que um dia encontraram-se na situação que tudo o que tinha na geladeira era sal, limão e tequila. E não em quantidade suficiente para fazer uma Margarita.

A tequila no México é o equivalente à cachaça no Brasil. Bebida artesanal, melhor trabalhada para a exportação, vira um dos folclóricos símbolos da pátria-mãe. Suas misturas são internacionalmente conhecidas – A Margarita no México, e a Caipirinha no Brasil. Dito isso, informo que não tenho nada contra a bebida per si.

O "shot" que me intriga.

 Em minha vida boêmia de ir comprar sushi ou Fajitas para viagem e comer sozinho em casa, reparei nos foliões das Tequila Shot's. Tem os que bebem a seco, tem os que vão na opção "limpa a despensa", e acompanha o limão e o sal... ou o bicarbonato de sódio. Existe toda a variação de níveis de praticantes: desde o bogodón, um sujeito barburu com um queixo quadrado e braços grossos como as minhas coxas, que bebe, arrota e mostra como é um talentoso engolidor de alcool e sal, e a mocinha universitária bonitinha e arrumada, estimuladas pelos acompanhantes com segundas intenções, que faz caretas a mil e obriga-se quase a ponto de bala para engolir a água ardente sem cuspir no bratender ou no garção. 

 Todos recebem a mesma saudação. A exata mesma que eu (intermediário entre os dois) tive em meu aniversário - claro que não ia deixar uma prenda gratuita passar sem apreciá-la – Aqueles que o observam aplaudem. Comemoram. Urram seu nome como o de um guerreiro que fez a mais fantástica das façanhas em Valhalha. 

Ocorreu-me: que patético. A loirinha que se cagou toda teve o mesmo prêmio do Bigodón gargarejador de ácido, a despeito de suas performances dispares. O que comemoravam então? A capacidade de deglutir? Vigor para não ficar bêbado demais para morder o limão depois? a capacidade financeira de desembolsar o valor de uma tequila? 

 

Eu vi uma coisa parecida ocorrer com minha pequena Vicky. Eu decidi que tinha de ensiná-la a sentar. Para isso, contei com a ajuda de Bruce, profissional na manobra, treinado no Rio de Janeiro...

... São dois dos meus cães, para quem não entendeu.

 

Eu repetia o gesto e o comando para ela que fazia a Bruce. Quando ele recolhia-se às nádegas, ganhava uma prenda, algo que representava status e encorajamento social positivo. Vicky, no começo, ficava consternada por não receber a mesma prenda do colega. Tentava abocanhar o biscoito, eu a impedia, repetia o gesto e dizia: "senta". Ela, angustiada e confusa, sacudia-se, corria ao redor, olhava com seus olhinhos tristes aquele cruel dono que não a deixava comer o biscouto. E enfim, talvez na "tentativa-e-erro", sentou-se.

 

Eu aplaudi, fiz carinho, e dei a ela a prenda. Ela ficou super-feliz... Garanto que não foi por ter se sentado, e sim pela satisfação social de ganhar afago e guloseimas. Com algumas repetições, a minha cachorrinha aprendeu que se alguém pedir para ela sentar, e ela obedecer, ganha o afago e o biscoito. Até dar a patinha ela aprendeu nessa mesma premissa. 

A tequila não é uma bebida ruim. Mas tomá-la em Shot joga-a na garganta, tirando o paladar da equação. Imagino que tenha pessoas que queiram só ficar bêbados, e esses devem tomar shots sozinhos... Mas o ato de beber com sal e limão não é - pelo menos nas primeiras horas da noite - uma grande proeza de habilidades manuais, e sim uma busca de guloseimas sociais, que é seus amigos e circunstantes comemorar tua coragem de beber em um bar. 

 Será que eu consigo ensinar Vicky a tomar tequila?

terça-feira, 15 de maio de 2012

"Ser Mestre é padecer no paraíso - III" -


"Ser Mestre é padecer no paraíso - III"

Quando o personagem é bom demais para o cenário!



- Okey, o grupo começa em uma Taberna.

- Não!

- Eh... Como assim?

- Eu sou Caulyflor, o Veggan. Tenho votos de pureza para meu senhor, o Deus Verde. Não me corromperia indo a uma Taberna beber. 
- Você não precisa beber. Tem alimento e ... 

- Duvido que um estabelecimento plebeu tenha recursos para uma alimentação digna. 
- Pelo menos, vá pelo companheirismo. Seus colegas estão lá... Mesmo o Paladino e o Clérigo!

- Minha presença indicaria tolerância a um antro de bebuns.

- Certo... Onde estaria Caulyflor então?

- Num templo botânico ao Deus Verde.

- Esta é uma cidade nos recôncavos afastados do reino. O Deus Verde nem mesmo é conhecido. Mas na Taverna...

- Esqueça a taverna. Vou buscar uma região mais pura da natureza nos arredores da cidade.

- Aff... Bem, Vocês estão num lago de águas límpidas nos arredores da cidade de Yngarth. O sol é convidativo a todos e...

- Porque eles estão aqui?

- Porque você não aceita estar em uma taverna.

- Mas se eu me recolho a orar ao Deus Verde, preciso de total paz e silêncio. Porque eles não vão para a taverna, que é mais apropriado?

- >ahf< certo. Vocês partem para a Taverna, deixando Caulyflor solitário na margem do lago. Chego já a vocês. Antes, algo em especial que queira fazer, Caulyflor?

- Apenas buscando a paz de espírito.

- Certo. Você buscava a paz de espírito quando ouve um barulho.

- Tento ignorar.

- Eh... Em um mundo medieval, isso é suicídio. Pode ser um assassino esgueirando-se pelas suas costas...

- Fazendo tanto barulho assim?

- É um velho quase desmaiando. Ele tenta a todo o custo alcançar a cidade.

- Caulyflor deseja a ele boa sorte em sua missão.

- Como? Não cai ajudar a ele?

- O Deus Verde é true Neutral. Acha que "o que tiver de ser, será"!

- O velho cai no chão, quase morrendo, e suplica sua ajuda.

- Eu ignoro.

- Certo... Ele rasteja na direção da taverna. Guardo a ação para vocês... Não quer mesmo fazer nada?

- Não. Encontrarei a paz de espírito.

- Certo, então vou separar vocês e passar a missão para seu grupo, okey?

- Tudo bem.

(alguns minutos depois)

- Você vê seu grupo, com uma mochila que pertencia ao velho, na estrada marchando rumo ao sul, em disparada. Curiosamente, eles não tiveram grandes vontades de convocá-lo... Eu me questiono o Porquê...

- Se eu não fui convocado, não era para ser.

- Nem ao menos buscará a Taverna para saber o que houve com o velho e seu grupo?

- Posso deduzir que eles receberam uma missão do velho e partiram.


- Okey, isso é meta-jogo. Tá reclamando do clichê? Esta é a primeira aventura! Tenho que começar de algum ponto! Você já estaria meio-caminho de tudo se ficasse na Taverna cinco minutinhos.

- Não, eu sei distanciar-me do meu personagem, e sei interpretar perfeitamente o que ele faz. Por isso, mantenho-me fiel ao que prega o Deus Verde! 

- Okey, você ouve uma voz...

- Eu a ignoro. 

- Impossível. É uma voz no interior de sua mente.

- Na minha mente?  

- Sim, ela diz: "Caulyflor, sou eu, o Deus Verde! O reino está em perigo e você será necessário para debandar um grande mal!"

- Ignoro. 

- O... Como é? Vai ignorar o seu Deus?!?

- A filosofia dele é: "o que tiver de ser, será". Ele não interfiriria diretamente em assuntos mortais. Ou isso é ação de um telepata tentando me corromper, ou é fruto de esquisofrenia brotando em mim. E ambos são combatidos com uma jornada de auto-conhecimento para o âmago de meu ser, em posição de lótus, encarando o lago. 

- Eh... O Deus Verde Insiste. "Cauliflor, o Veggan! Eu não faria uma exceção se não fosse importante! Siga até a Taverna e aprenda sobre o grande mal que paira sobre o reino, ou eu o negarei e tomarei seus poderes!"

- Agora tenho CERTEZA que não é o Deus Verde. Ele não é chantagista e vingativo. Fico ainda mais convicto ignorando-o. 

- Certo. Você... eh... Faz uma viagem de auto-descobrimento e encontra a solução: Ir à Taverna e fazer a vontade da voz.

- Hmm... Isso não me parece certo. Meus próprios pensamentos não são confiáveis no momento se eu estiver mesmo esquisofrênico. Eu ignoro essa epifanía. 

- Bem, certo. Vou seguir a aventura com o resto do grupo.

- Okey. E eu sigo em minha dedicação Veggan ao Deus Verde. 

- A propósito: Um assassino barulhento atacou por suas costas e o matou, roubando todos os seus pertences. Bom jogo!

"Ser Mestre é padecer no paraíso - II"


- Eis que com a batalha encerrada, vocês têm de escolher um dos dois caminhos, direita ou esquerda, da Dungeon dos Uivos perdidos.

 - Eu quero ir atrás do vilão! 
- Eu imaginei... Mas ele estava voando e vocês não voam. 
- Eu vou lançar um encantamento de levitação para voar! 
- Você tinha sete encantamentos de levitação. Usou para levantar as rochas que obstruíam o caminho da caverna e depois para
levitar as rochas para arremessar nos vilões. 
- Então... Só usei duas! 
- Eram três rochas que você levitou na porta. Depois, mais quatro rochas para arremessar no vilão.  
- Mas meu encantamento atinge múltiplos alvos! 
- Não, não atinge. 
- Quem disse?
 - Bem, todas as mídias conhecidas pelo universo, o livro de regras, a lógica... Mas o mais importante desses todos: O narrador.
- Mestre... Olhe a pressão!
- Okey... vou me acalmar. Não quero voltar para a clínica. 
- Mas eu ainda acho que deveria ter mais feitiços de levitação. 
- Foram sete rochas! Gastou sete feitiços!
- Mas as quatro que eu levitei para jogar nos bichos no encontro aleatório não tive oportunidade de jogar!
 - Claro! Porque você gastou quatro turnos para lançar o feitiço. Ao invés de lançar em uma e depois arremessá-la contra um alvo e só depois partir para outro, você ficou levitando todas as rochas que podia! 
- Mestre...
- ... E ainda queria levantar CINCO! 
- Olha a pressão!
- ... E se você se recordar, eram só três os vilões.
- Tá! Ele não tem mais magias de levitação! Ficou defeso isso!
- Bom.
- Hmp... Eu tinha um feitiço de mover pedras. Poderia ter movido pedras se eu quisesse...
- Galera, peguem leve com o narrador! A saúde dele está debilitada.
- Certo. Onde estamos mesmo? Na encruzilhada... 
- Ainda? Estamos nessa encruzilhada faz meia hora!
 - Por mim eu já estava em casa, mas para vencer a encruzilhada, vocês tem de optar por ir pela direita ou pela esquerda.
- Se acabaram meus feitiços de levitação, quais me restam? 
- Bem... Os de transformações infinitas.
- E quantas me restam? 
- São infinitas! Nunca acabam.
- Beleza! Vou me transformar num rato! 
- Hmm... boa! Você tem os sentidos de um rato agora. Sente pelo olfato que o caminho da esquerda é o mais usado.
- Ei! Eu não disse que ia fazer isso!
 - Eh... Tá... Mas você sente isso.
- Agora me transformo num rinoceronte!
 - Hãã... por quê?
- Porque rinoceronte é melhor para a briga que um rato! 
- Não tem briga agora.
- A-ha! "Agora"! Quer dizer que terá briga mais na frente! Vire um rinoceronte mesmo!
 - "Uff" certo. Você se transformou num rinoceronte.
- Ele pode me ajudar a ir atrás do vilão que fugiu voando? 
- Olha, em off, mas valendo aqui: O vilão que fugiu ultrapassa a velocidade do som e tem inúmeros esconderijos pelo mundo. E em on, eu pretendo usar mais á frente na campanha. Já o botão de autodestruição, que está na passagem da esquerda, tem um timer que está perigosamente perto do fim, que precisa ser apertado agora. 
- Como vamos confiar que a Esquerda é a saída? 
- O rato farejou.
- Mas ele é um rinoceronte. Ele nunca se destransformou. ratos não falam e Rinocerontes não farejam!
 - Eu estou dizendo!
- Mas foi em off. Não vale. 
- Ah, lembrei de uma coisa. Tem um mapa.
- Um mapa?
- Sim, na parede. Mostra do lado esquerdo um caminho reto para uma sala escrita "sala do botão de autodestruição", e ha várias outras salas escritas "armadilha mortal" "Caminho inútil" e "morte instantânea"!
- Eu vou me transformar numa ave que possa voar e ir atrás do vilão. 
- Okey... qual ave?
- Quais aves eu posso me transformar? 
- Qualquer ave que exista na nossa fauna.
- Alguma delas voa com pessoas adultas? 
- Não. Não existe isso.
- Posso me transformar numa versão maior de uma ave, o bastante para voar com ele? 
- Eu já pedi que esquecesse o vilão!
- Mas o cara vai ser uma ameaça em longo prazo! Você falou!
 - Mas foi em OFF!
- E daí? É RPG! Não somos limitados a ir para a direita ou para a esquerda! Quero voar atrás do cara! 
- Okey, você pode. mas não pode carregar o seu colega.
- Mas minhas transformações são infinitas! 
- ...Mas não ilimitadas!
- Posso me transformar em um dragão?
 - Não, você não pode. Dragões não existem.
- Mas enfrentamos um ontem!
 - Foi num cenário de fantasia, onde dragões existem! E COM OUTRO MESTRE!
- Mas já mata seu argumento que dragões não existem.
 - Quer saber? Querem ir atrás do vilão? Ele surge aí. Ele esqueceu as chaves do esconderijo secreto e voltou para pegá-las! Eis sua chance de bater nele e poder seguir para a passagem da esquerda!
- Ué? Não queria poupá-lo para usar depois?
- Mudei de idéia.
- Mas e a campanha?
- Digo que ele era peão de outro, um irmão gêmeo que vai seguir com os planos de onde o irmão parou.
- Bem, agora vou matar ele.
- Peraí... melhor capturarmos para usarmos contra o irmão gêmeo dele!
- AIMEUPAI! Vocês não sabem do irmão!
- Como não? Você acabou de falar! 
- FOI EM OFF!
- Mestre... olha a pressão!
- Eu tô me enchendo com esses "olha a pressão"! Seu personagem tá aí faz horas e não fez nada! Entra no jogo!
- Ih, sobrou para mim foi?
- Vou me transformar numa cafeteira! 
- Eh, o que?
- Transformações infinitas me permite transformar em objetos inanimados. Eu me transformo numa cafeteira, e aí ele que quer prender o cara me arremessa nele.
 - E porque não se transforma numa arma de arremesso? Melhor: Agora aproveite que se transformou em um rinoceronte!
- Porque ele não esperaria ser atacado por uma cafeteira! 
- Eh, não posso argumentar com esta lógica.
- Eu arremesso a cafeteira.
 - Okey. Ele tomou uma... "cafeteirada" ... na cabeça. Isso o machuca e queima. Ele então percebe que está lá e começa a tentar voar de novo.
- Como ele sobreviveu à cafeteira? 
- É ... Um objeto pequeno e não-apropriado para ser usado como arma. Não é o suficiente para derrubar um vilão como esse.
- Mas cafeteira não são pequenas! E aquela do hospital? 
- Aquela ... Ah, é uma máquina de café! não uma cafeteira!
- Eu estava pensando naquela!
- Não, pense numa cafeteira industrial da Nestlé! Deve ser do tamanho de uma casa!
 - Você não pode mudar a ação após ter agido! E... Como é que você sabe que existe cafeteiras do tamanho de uma casa na Nestlé?
- Pô! É a NESTLÉ! Deve ser assim! 
 - Uma cafeteira do tamanho de uma casa aparece. O outro herói não consegue ergue-la, e chama a atenção do vilão. Ele vai embora.
- Eu sigo. 
- Ele voa e... Okey, ele decidiu fugir a pé. Está a seu alcance.
- Eu volto para ver a encruzilhada de novo. 
- MAS ... MAS... 
- Mestre... olha a pressão...
- Okey. Voltando à encruzilhada... 
- Eu me transformo em um clone. 
- Eh... Sei que vou me arrepender de perguntar, mas porque um clone?
- Eu tenho um plano. E eu devo poder me transformar em um clone, ou não? 
- Poder pode... Mas clone de que?
- De... Mim... Mesmo! 
- Mas você já é você mesmo!
- Mas quero virar um clone meu! 
- ooookey. Aos olhos de vocês o mago transformista volta ao normal, mas na verdade, ele é um clone de si mesmo.
- Legal! Agora sou duas pessoas! 
- Hãã... não, não é não.
- Pense comigo: Se eu sou um clone meu quer dizer que há um "eu" de quem eu deveria ser clonado, logo, somos duas pessoas! 
- Mas não surge uma pessoa só porque
- Clone o seu clone infinitamente e você dá aquele golpe de Naruto!
 - Do que está falando? Eu não assisto. O que...
- Boa idéia! Clone a mim também que aí todos nós seremos um exército!
- Meu pai Eterno! Isso não vai funcionar!
- Só sabemos se tentarmos! 
- Okey, okey. Vocês tentam e não funciona. 
- Eu acho que ainda dá para perseguir aquele vilão fujão... 
- Galera... A montanha explodiu.
- Como?
 - Tô olhando meu relógio aqui e vi que a montanha explodiu. Vocês não detiveram o contador a tempo.
- Pera lá... a gente não passaria tanto tempo assim sem agir...
- Não passariam, mas passaram. 
- Qualé mestre. Aí é apelação! Não nos deu uma chance!
 - Ta certo... Foi só um, sei lá, um teaser do próximo filme-catástrofe que vai estreiar.
- É o 2012? 
- Deve ser. Não me importo mais.
- O 2012 não é porque já estreiou ontem.
- De onde veio a TV com esse teaser?
- Era onde mostrava o mapa... Ele dá refresh com teasers.

- Esse filme parece bom? 
- Eu juro que estava zoando quando falei... Mas , okey, é o melhor.
 A gente deveria assistir. 
- Como? Agora?
- Não tem uma cidade por perto?
- Sim, aquela que vai explodir se vocês não entrarem na passagem da esquerda, coisa de meio metro de vocês, e apertarem o botão de autodestruição!
- Acho que dá tempo... Tínhamos uma hora! 
- Sim, quando começou a partida! Isso inclui toda a palhaçada de jogar pedras com feitiço de levitação, perseguir o vilão, desistir de perseguir, o vilão chegar, transformar em uma cafeteira gigante, perseguir o vilão de novo, desistir da perseguição. Inclua aí o deslocamento até a cidade, e mais DUAS HORAS DE FILME!
- E os trailers.
- Sim... E os trailers.
- Sei não. Ainda acho que dá tempo. 
- Pessoal! Só o filme tem duas horas! O DOBRO do tempo que vocês acham que tinha!
- Nunca vamos saber se não tentar, não é?
 - Okey... Filme então. Vocês viajam uma hora inteira desde o coração do labirinto até o cinema da cidade... Mas dá tempo.
- Er, mestre... tá escorrendo sangue do seu nariz. 
- O filme é muito belo. Tem borboletas e flores coloridas para todo o lado.
- pessoal, ele tá com um olhar perdido.
- Daí começam as explosões, a adrenalina! O Mocinho e suas façanhas incríveis.
- Eu... vou ligar para a ambulância. 
- E aí chega o vilão do filme.
- Eu me transformo num alienígena!

"Ser Mestre é padecer no paraíso"

Baseados em eventos presenciados em PBEMs da vida.
Original: Outubro de 2005.

"Enfim os bravos cavaleiros seriam recebidos pelos reis se passassem pelos desafios que aguardavam atrás das portas. O místico do grupo adianta-se à porta e...”.

- EI! ei! - reclama o player que interpretava o Místico. - Meu personagem nunca adianta-se a nada.
- Bem... você quer que outro abra a porta?
- Não... serei eu! mas não "me adianto" a ela. 
- Mas como pretende abrir a porta então sem ir a ela?
- Eu vou à porta... mas não me adiantando! Meu personagem é um dos cinco magos da fabulosa ordem que eu inventei! Ele "caminha com toda a pompa, emite faísca da ponta de seus dedos, e enfim, gira a maçaneta"!

O Mestre balança a cabeça.

"O Místico caminha com toda a pompa, emite faísca da ponta de seus dedos, e enfim, gira a ..."

- Parôparô! - grita o tecnocrata arcano. - Não abra a maçaneta! É isso que os reis querem!
- Hã? - fala o mestre espantado.
- Os reis querem que passemos por esses desafios, então, há algo estranho...
- VOCÊS querem a audiência com os reis! Não eles com vocês!
- Está bem... Mas eu tive uma idéia: Eu tenho toque de energia e uma luva de pelo de urso albino bisurado. Eu uso a luva e Toque de energia para ouriçar os pelos à minha frente, enquanto aproveito e uso todas as minhas demais vantagens simultaneamente para parecer que estou mais à frente do que estava... então, é melhor eu abrir a porta.

- Okey... 

"O Místico ouve a teoria paranóica do Tecnocrata com"...

- Ei! ei! Meu místico não ouve teorias! 
- Eh... o problema é com a palavra "teoria"? Foi uma romanceada que eu...
- Não... é a palavra "ouvir" que não gosto.
- Eu não vi na sua ficha que ele seja surdo...
- Mas qualquer um "ouve". Ouvir é vulgar. Ele... (folea o dicionário) contempla! Isso. Seus sentidos são tão especiais que ele contempla com os ouvidos o que lhe é anunciado.

- Contemplar é com os olhos, porque... ah, Esquece...

"O Místico contempla a teoria do tecnocrata, que toma a liderança do grupo. Ele então..."

- Meu personagem pergunta "Ei! O que é porta?".

- Hã?

- Meu personagem é metaliano lembram? Ele nunca viu uma porta. Viaja no interior de naves vivas que usam válvulas entre compartimentos.

- Você deve ter visto pelo menos uma dúzia de portas entre esta cidade e a anterior. porque cismou nesta agora?

- Porque ele não conhece o mecanismo e precisa conhecer se vai viver nesta realidade ... por hora.

- Considerando que ele não tem "inculto", e possui Int divina, acho que mecanismos mecânicos simples sejam compreensíveis... ainda mais após o transplante de medula óssea que você procedeu ha pouco (e que não sei porque eu permiti)

- Mas olha que roleplay legal... ele desconhece a Porta!

- Okey dokey... 

"A Bondosa NPC do grupo (que eu não ouso tirar para alguém falar a coisa certa na hora certa) explicava para o Metaliano o que era uma porta, e nesse ínterin, o Tecnocrata gira a maçaneta e..."

- Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça pois com nossa missão de chegar ao fim dos desafios entraremos em contato com os reis negros que precisamos contatar para seguir à próxima etapa com a bênção de meu deus patrono jerimum e de toda a corte celestial do Monte Phyton não desistam nunca pelos poderes do Jerimum!!!Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça Não se afobem em proceder errado vingadores da justiça!

- Hãã... o que foi isso?

- Foi uma coisinha que meu paladino druida falou no meio-tempo em que o tecnocrata mexia o braço e o exato momento em que ele tocou na maçaneta.

- Ele respirou em algum momento?

- Não! Só se aparecesse algum NPC respeitoso que deveria nos dar alguma informação, aí ele daria um apelido maldoso como se quisesse perder o único aliado possível em todo o reino.

- Bem... Não... apareceu ninguém.

- Então, só posta o que ele falou...

- Ele é druida mesmo? eu nem lembrava.

- É sim... mas dedica-se mais ao seu cargo de paladino.

- Tá certo.

"Prestes à abertura da porta pelo místico, enquanto o Metaliano aprendia o que era porta e o Paladino discursava velozmente, sendo contemplado pelo místico..."

- Ei! ei! meu místico não contempla isso não!

- Mas... VOCÊ me corrigiu dizendo que seu místico não ouvia e sim contempla...

- Mas aquilo era para teorias absurdas! Verborréia de paladino são... (foleia o gibi do Garfield) "presenciados auditivamente!".

- ... e o que ele faz perante ofensas grosseiras à mãe que o pariu?

- Hein?

- Esquece...

"Prestes à abertura da porta pelo místico, enquanto o Metaliano aprendia o que era porta e o Paladino discursava velozmente, sendo presenciado auditivamente pelo místico... O Ladino do grupo encara o ato temerário do Tecnocrata"...

...¬¬...

- Ouviu "ladino"?

- Hã?

- O Tecnocrata está prestes a abrir uma porta sem verificar armadilhas.

- ... Eu tava distraído... o que houve?

- Isso que eu disse.

- Ah, tá... vou usar meus talentos ladinos ... para ficar invisível.

- Hã?

- Não! - grita o metaliano. - Eu vou ficar invisível antes dele...

- Tá... ficamos invisíveis.

- ... continuamos.

"O Tecnocrata começava a girar a maçaneta potencialmente perigosa e que se algum ladino checasse armadilhas e encontrasse alguma o mestre seria obrigado a dar XP de graça... e então..."

- Ei! para que essa pausa grande?

- Para caso alguém com talentos de ladinos queira interromper.

- Eu tenho talentos de ladinos, mas ... nhééé... fico na minha.

- Tem certeza que não quer por em prática seu "procurar armadilhas"?

- Eu checo! - fala o abaforado (sim, eu tb foleio revistas do Garfield) Metaliano. - Eu quero procurar armadilhas.

- Eh, mas você não sabe nem o que é porta!

- A NPC me explicou. Agora eu uso meu conhecimento de porta e minha inteligência metaliana para destrancar a porta.

- Bem, Como você não é ladino e a NPC é incapaz de falar tanta coisa em espaço de tempo quanto o Paladino Druida do Jerimum, se não encontrar é mais provável que seja porque você é incapaz de reconhecer uma armadilha, e não que não tenha armadilhas, entendido?

- Claro! - fala o metaliano orgulhoso.

- Hm.... Você não encontrou armadilhas.

- meu personagem fala pro Tecnocrata: "Com certeza absoluta não tem armadilhas nenhuma nessa porta"...

- "Ai!"... Bem, é isso que seu tecnocrata ouviu...

- Então... - fala o Player do tecnocrata. - Abro a porta de vez para não ouvir outro discurso do Paladino...

- Espera aí que eu quero falar mais...

- tarde demais, "Jerimum". - fala o mestre.

"O Tecnocrata abre de vez a porta e é atingido pela armadilha de dardos venenosos".

- Ah é... Fora essa aí... - resmunga o metaliano.

- Parôparô! - interrompe o tecnocrata. - Minha luva possui pelos eletrizados sensíveis a deslocamento de ar! Eu deveria perceber a vibração dos dardos e testar uma "Esquiva Matrix"!

- Eu quero usar meu Focus 9 em madeira para empenar a madeira dos dardos para não furá-lo.

- ô Metaliano... Foi uma ação muito rápida!

- Ah! Qualé! Eu coloquei Focus 9! Eu posso fazer TUDO com madeira! Até ganhar dela em velocidade!

- Hã... Meu ladino vai desarmar a armadilha!

- Tarde demais! Vejam o que aconteceu:

"Como a maçaneta era de metal, eliminou a eletricidade estática da luva do Tecnocrata que perde seu direito a testes de Esquiva Matrix. O Metaliano tenta envergar a madeira dos dardos, mas descobrem que eles são feitos de prata, e não possui focus em prata, o que é irônico para um Metaliano. O Tecnocrata, ferido, esbarra no Místico..."

- Ei! Meu místico nunca é esbarrado! Ele olha por cima dos ombros, e é tocado involuntariamente, numa panca muito legal.

"... como eu dizia, é ESBARRADO, mas ESBARRADO com gosto, sem nenhuma pompa ou direito de teste de pose 'nice guy', caindo numa poça de lama particularmente imunda, e contraindo uma verminose que lhe provoca diarréia instantânea! Digna de moleque subnutrido! O Paladino morde a língua e morre envenenado com o próprio veneno druida, e a NPC que servia de bom senso para os PJs ganha o bom-senso de sair de perto desse bando de malucos!"

Todos encaram o mestre nada amistoso, bufando como um cão furioso.

- Tá... e o que tinha depois da porta?

- Antes: Meu ladino procura armadilhas na porta!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Baseado ligeiramente em fatos reais.

Zeca não falava espanhol. Em sua concepção, a língua portuguesa e a espanhola eram tão próxima que era uma perda de tempo e de dinheiro. Com um pouquinho de boa vontade, qualquer um desses povos latinos conseguiam se entender. Ao menos era isso que ele dizia a si mesmo. Na verdade, ele guardava um certo preconceito com os "hermanos" do seu continente. Aquela coisinha que todos temos, do tipo mudar de lado da rua se um nordestino está vindo no sentido oposto, ou quando recebemos uma fechada no trânsito, berramos: "Tinha de ser mulher!".

Falando em Mulher, haviam duas mulheres ativas na vida de Zeca: A esposa e a irmã. Os três tinham boas condições financeiras, e não raramente viajavam pelo Brasil e quiçá pelo mundo. Zeca tinha orgulho de seu inglês impecável e sempre buscava ir aos EUA. A irmã e a esposa não falavam inglês tão bem, mas falavam outras línguas completamente alienígenas ao protagonista... E mais o espanhol, aquela "perda de tempo e dinheiro". Por isso, elas tinham alguma inclinação a visitar países não tão distantes.

 Assim, em um ano eles foram para o Paraguai em busca de eletrônicos, outra vez ao chile, pelos Andes. Um ano, foram ao México, mas Zeca conseguiu converter em uma esticada a Miami e Orlando, mesmo os três teoricamente velhos demais para a Disney. Mas um sonho da esposa e irmã de Zeca sempre foi esquiar em Bariloche.

 Se Zeca inconscientemente torcia o nariz para os países da língua espanhola inconscientemente, quando se falava da Argentina, um pouco da consciência dele estava envolvida. Ele tinha em seu próprio conceito de argentino um babaca estereotipado que falava aquela língua enrolada. Mas seus gostos pela Europa e EUA já haviam predominado a maioria de vezes. Zeca batia o pé, mas não tinha a mesma força do ano anterior, em que foram para Roma. Sua esposa decidiu então um compromisso:

- Iremos à califórnia este ano. Mas a passagem é mais barata partindo de Buenos Aires Nós vamos dois dias antes, conhecemos a capital argentina, e de lá, a Califórnia.

 Zeca não estava muito satisfeito, mas os benefícios econômicos e o destino final o agradava. Valia a pena aquele tremendo sacrifício de conhecer a Argentina. Assim, passaportes em mãos, partiu o trio.

 Chegando em Buenos Aires, Zeca descobriu o porquê da insistência pela nação vizinha: A irmã de Zeca fez amizade online com "Ruan". Juan - para quem prefere escrever corretamente - era um imponente loiro argentino, com fazendas e um hotel em Buenos Aires. Era um grande esteriótipo da arrogância aos olhos tupiniquins de Zeca: Ligeiramente bem-sucedido, privilegiado na aparência e estatura, e argentino. E agora, queria "pegar a sua irmã"!

 O agora quarteto saiu na primeira manhã para fazer os pontos turísticos mais batidos. A Casa Rosada, o Palacio de la Moneda, Miraflores, Puerto Madero, e coisa e tal. Zeca passava por "turista caladão", quando em seu íntimo menosprezava o que via. Tanto por seus sentimentos prévios como pela presença do animado e sorridente "Ruan". - "Ele não fala espanhol direito", justificava a esposa ao anfitrião, que em clima de viagem seque desconfiava do que ocorria no íntimo do marido.

 Enfim, chegou o momento das compras das "garotas". A esposa e a irmã de Zeca marcham no interior de uma galeria para olhar, provar e comprar lembranças e roupas. Elas comparariam cores, projetariam climas para usar, e num turbilhão de centenas de peças, elas começariam a chamar os "rapazes" para comprar algo mais. Homens costumam a ser práticos e decisivos nas compras, mas seriam obrigados a calçar, botar e vestir absolutamente tudo naquele lugar. Considerando isso, a companhia de "Ruan" do lado de fora do estabelecimento era, por incrível que pareça, preferível.

 Então, aquele "climão" começou. "Ruan", com sorriso estampado, acenando positivamente e encarando hora a rua, hora Zeca. O Brasileiro, com um sorriso amarelo, acenos mais lentos, e com um "si, si", sempre que o argentino falava algo. Ruan estava entendendo tudo, já que língua portuguesa e a espanhola eram tão próxima que era uma perda de tempo e de dinheiro. Mas nem sempre isso ajudava no assunto.

 Sempre que algo passava na rua, para quebrar o gelo, um dos dois comentava algo.

- "Olhea" - falava em portunhol o Brasileiro. - Uno Carro del Chile!

- Si, se puede manejar desde aqui a Santiago pelos Andes.

- Si, si, si!

"Manejar"? - estranha o Brasileiro.

 Mas assim que o carro ia, o assunto morria. E passava a ser uma velha gorda vendendo guarda-chuvas / Paráguas, ou como a rua era limpa e etc. Os minutos viravam uma hora, e nada das moças retornarem de suas compras. A paciência de Zeca esvaziava, mais ainda porque em nenhum momento aquele "amigável sorriso" deixava o rosto de "Ruan".

 Enfim, buscando um assunto, Zeca percebe um ônibus jardineira colorido, cheio de crianças com uniformes de um colégio.

- Mira! - puxa o assunto o brasileiro, após se lembrar que não é "Olhea". - Uno autobus com muthos Perros!

- Perros? - ri "Ruan".

- Si! Perros... "pequenhos"! - insiste.

- Ahahaha... Não se dice "perros". "perro" es "cachorro".

- “Caxiorro”?!? - estranha o brasileiro. - E como se diz... Aquilo alí? - aponta para as crianças.

- Se dice "Niños"

- Ninhos. - balança a cabeça Zeca. - Perdon. É que é mutho parecido com "perro" na minha língua.

 "Ruan" Sorri. E tal como muitos assuntos, morreu quando o ônibus se foi. Mas "Ruan" ficou matutando algum tempo. Entendia português - não muito, mas comparado ao que Zeca sabia de espanhol, podia entrar na academia brasileira de letras. Não se lembrava de palavras similares a "perro" serem usadas em português. Aquele adendo no vocabulário lhe interessava.

- Entonce... No Brasil, "crianças" se dicen algo similar a "perros"?

- "Perros" mesmo. Que nem la "pronuncía".

- Nunca ouvi que "crianças" seria "Perros" em português.

- Ah, não todas. "Solamiente criancias”como aquelas!

 Tudo ficava claro a "Ruan". Era um falso cognato ou uma expressão regionalista mais singular, e por isso não a ouvira antes.

- Que se... Habla de ninõs en "excursão"?

- Non.

- Que se... Que tipo de niños enton?

Zeca repara que finalmente sua irmã e esposa chegavam, com os pacotes e o carro. Teria uma última frase antes de partirem.

- "Ninhos" nascidos en "la Arrentina".

sexta-feira, 23 de março de 2012

0 Pulo do Gato

Dentre os felinos o único que salta para trás é o gato. Ele e o tigre são primos. O tigre tinha a maior gana de comer o gato, mas não sabia saltar de nenhuma maneira. Pediu ao gato que lhe ensinasse. O gato ensinou-lhe todos os tipos de saltos. Pra frente, pro lado, enviesado, dar cambalhota no mesmo lugar, etc. O tigre aprendeu tudo direitinho e treinou bastante sempre visando comer o gato.
Um certo dia o gato estava distraído e o tigre pensou é hoje que ele vai pro papo. Se aproximou pela frente pra não ter escapatória. Na hora que deu o salto fatal o gato deu uma cambalhota para trás e escapou das garras do tigre. O tigre então reclamou: pô esse tu não me ensinaste...! E o gato respondeu: se tivesse te ensinado nessa hora eu estaria morto.
Daí surgiu então o fato que ninguém ensina o pulo do gato.

Fonte: Dicionário Urbano

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Saga cósmica de Infinitoº

Antes de começar a escrever mais focado no ULTIMATO, eu usei Infinito em campanhas do Orkut. Mas o Infinito Orkutiano ( doravante chamado "Infinitoº" ) era bem diferente.

Primeiro, porque o grande diferencial dele no cenário normal é ser infantil e imaturo no meio dos "fodões" do cenário... Enquanto TODOS eram infantis e imaturos no Orkut. E seus personagens também. Então, dei a ele alguns anos, uma postura mais depressiva e séria. Justifiquei que foi talhado pelas experiências e conflitos mesmo entre heróis ao longo dos anos.

Segundo, porque teve a Saga Cósmica.

Eu fiquei coisa de um ano longe do Orkut, e quando voltei, vi que muito havia acontecido por um tempo, e depois estagnado. Decidi Narrar algo para reacender a coisa (e deu certo um tempo) e explicar onde Infinitoº esteve em minha ausência. Mas para que eu simplesmente voar até o QG e contar uma histoprinha regada a guaraná e pão de queijo se eu posso enviar uma nave de guerra encabeçando uma invasão alienígena?

A Belonave (clique para ler)

 O NORAD é brutalmente atacado. Uma gigantesca estrutura voadora seguida de alienígenas com cara de morcego, guiando serpentes bestiais cuspidoras de plasma tomam o lugar. Mas o mais assustador é que a nave tinha um formato familiar, o símbolo de um herói ha muito desaparecido.

Depois de uma breve batalha, e ao custo do veículo dos heróis, a nave invasora é derrubada. Sua tripulação começa a pegar pesado, e é hora de invadir... E então, em um pomposo lugar chamado de "sala do Trono", eles encontram ele.

Infinitoº estava de cabelos raspados, e uniforme ligeiramente diferente. O misterioso trono parecia drenar sua energia e direcionar ao veículo. Com uma análise melhor, percebe-se um misterioso gel que emitia ondas telepáticas, mantendo-o em um estado de letargia. O Herói azul deve ter permanecido daquela forma por semanas!

Com seu restabelecimento, Infinitoº devolve à vida o computador da nave, e juntos, os malditos alienígenas são derrotados. Infelizmente, o líder Arkine foge... Esse líder que possuía vendeta pessoal.

AGORA, regado a coca-cola e coxinha de galinha, Infinitoº conta onde esteve no último ano.

Federação de Betelgeuse (Clique para ler)

Não estamos sós (se bem que muitos dos heróis eram de natureza alienígena). Mas Betelgeuse era uma poderosa federação que concentrava as raças mais comumente avistada por ufólogos malucos (fora o Chupacabra). E eles estão em um violento pós-guerra, ante uma raça particularmente belicosa chamada Mantha.

Infinitoº foi à Federação originalmente por seu poder ser capaz de provocar dobras espaciais 9nem ele sabia disso) e ele poderia levar o ET de Varginha para casa... Acabou ficando e chegou a ser capitão de frota, e sua mentalidade vingativa e humana permitiu o triunfo dos até então racionais aliens.

Mas tudo indicava que Arkine, antigo líder diplomata e espião, estava instigando a guerra, e buscava recursos saqueados da Terra para rearmar os Manthas... Não esquecendo seu ódio por Infinitoº. Se pudesse subjugar o mundo e jogar o nome do capitão da Terra na infâmia, seu triunfo seria perfeito.

A Cidadela Mantha (clique para... Ah, a esta altura, já entenderam)

Infinitoº conclama uma reunião das raças de Betelgeuse e mais um corpo diplomático terráqueo para discutir a retirada de Manthas da Via Láctea. Mas também buscavam meios de perseguir Arkine. Para isso, os heróis foram à cidadela Mantha em Júpiter.

Contudo, o maligno Arkine já esperava isso. Durante a batalha no NORAD, conseguiu amostras de DNA de heróis da Terra para simular um atentado, jogando Betelgeuse contra a Terra.

No final, desnecessários, já que um dos heróis mata a sangue frio um embaixador (ver

Quadrinhos) Felizmente, ao desmascarar Arkine, ele acaba levando mais esse ato infame na conta.

Mais sobre os Manthas

Durante sua busca pela Cidadela, tanto Infinitoº quanto os heróis descobrem mais sobre os inimigos. Sua curiosa estrutura alien, e como se defender dela no futuro.

Buscando informações, e descobrindo os benefícios políticos de um "Campeão da Arena de Sangue" - um bárbaro duelo entre o Mantha mais poderoso e um desafiante - os Heróis solicitam o desafio. Infelizmente, eles não sabiam que durante a Guerra de Betelgeuse, Infinitoº teve a mesma ideia e era agora o Campeão da Arena de Sangue.

Para não ter de lutar até a morte contra seus aliados, Infinitoº se rende, aceitando a humilhação aos olhos da Federação, sendo expropriado de seu título e suas posses. Incluindo a Belonave. Um sucesso parcial de Arkine. Felizmente, o veículo não funcionava sem a presença do herói na Sala do Trono, então, os Mantha não poderiam voltar a usá-la... Aparentemente, ao menos.

Sensibilizado pelo sacrifício, o embaixador guerreiro dos Gray ordenou a construção de uma segunda Belonave, que serve aos heróis daquele universo como base de apoio e satélite de monitoramento de atividades Mantha.

Conto: Nasce o Amanhã (não cliquem se não quiser ler)

Um dos vilões corriqueiros do Infinito do Orkut era o "Infinitoº do Amanhã" (ou só “Amanhã”). Quando surgiu pela primeira vez, alegava ser o herói num futuro próximo, mas posteriormente foi desmascarado como um mero clone.

Se "clone do futuro" já era um conceito que fazia desse antagonista um adversário bizarro, a revelação de que os Manthas o criaram torna a história ainda mais caricata!o clone alienígena do futuro!
Alguns conceitos podem ficar perdidos sem conhecimento prévio das sagas do Orkut.